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quinta-feira, 19 de maio de 2011

//Exposições: Xilográfico por Rubem Grilo

Estive ontem na Caixa Cultural de Brasília para visitar a exposição de Rubem Grilo, Xilográfico.

Rubem Grilo é um artista brasileiro e um dos maiores representantes da xilogravura brasileira. A mostra traz 207 obras dos últimos 26 anos de carreira e é composta por xilogravuras, matrizes e colagens.

Eu tenho uma forte atração por xilogravura. Então, visitar esta exposição foi de grande importância, ainda mais que a xilogravura será tema da minha pós-graduação em artes visuais. E conhecer a obra deste artista brasileiro foi realmente maravilhoso. A riqueza de detalhes de suas obras é impressionante. E ver as matrizes, das quais são feitas as xilogravuras, é ainda mais impressionante.

As obras viajam por temáticas diversas, com um aspecto muito surreal, diria eu. Os traços, as formas humanas e os contrastes são os pontos fortes que destaco em suas obras. Algumas obras são mais simples, trabalhadas com traços em formas mais geometrizadas como a série Linear.

Outro ponto marcante da exposição é a série de colagens com suas formas orgânicas. Diferentemente das xilogravuras que predominam o duo preto/branco, Grilo brinca mais com as cores em suas colagens.

Vale a pena uma passada por lá para conhecer a obra deste brasileiro, deste super artista.














[Acesse o álbum completo de fotos]

Passa lá, a exposição está na galeria principal da Caixa Cultural de Brasília, até o dia 26 de junho de 2011.

Red Kisses,

Chris, The Red

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Bauhaus em Brasília!!!!

Oi, pessoal.

Já era para eu ter feito esta postagem há algum tempo, mas estava uma correria, mas agora vai. Dia 22 de agosto passado, eu, a Gaby e a Lucianita (colegas da pós-graduação), estivemos na exposição "Arquitetura da Bauhaus", que acontece até dia 16 de setembro no Museu Nacional da República.


Para quem não ligou o nome a pessoa, Bauhaus foi uma escola alemã de design, artes plásticas e arquitetura, que funcionou entre 1919 e 1933, criada pelo arquiteto Walter Gropius.

BAUHAUS significa Casa Estatal da Construção e teve importante impacto na construção da arte moderna, tendo o seu principal marco na formação da arquietura moderna. Os anos em que esteve em plena atividade, a Bauhaus trouxe grandes novidades e, mesmo com o seu fechamento, pelos nazistas que a consideravam anti-germânica, suas ideias e conceitos influenciam as artes até os dias atuais.

A exposição em que estivemos é composta por fotos de construções da arquitetura Bauhaus. Particularmente, achei a exposição fraca, os textos explicativos não estavam bem escritos ( não bem direcionadas ao público leigo). 
Além disso, a estrutura de iluminação ficou péssima. Os pontos de luz ficaram por trás das pessoas, de forma que para vermos os quadros, não poderíamos ficar na frente dos quadros, uma vez que nossa sombra era projetada sobre eles. 
Uma ótima iniciativa para aproximar o público que não é do meio da arquitetura, artes ou design de uma importante escola, mas que foi prejudicada por uma falta de planejamento de iluminação e textos focados em um pequeno público. 
Após a exposição, fomos na Pizzaria a Bessa, onde o Marcelo Moreno (também da pós-graduação) juntou-se a nós, para comermos pizza. 

A seguir algumas fotos:



Gaby E Lucianita. Eu estou por trás da câmera (risos). Nesta foto, dá para ver o que falei sobre os pontos de luz.


para saber um pouco mais sobre a Bauhaus: http://www.bauhaus.de/

Red Kisses,

Chris (diretamente de Teresina, no Piauí, curtindo um carlorzinho - hahahahahahahahahahah)

domingo, 6 de junho de 2010

Calígula


Acabo de chegar do Teatro Nacional, onde fui assistir a peça Calígula, de Albert Camus, tendo Thiago Lacerda representando o papel título. Quando fui comprar o ingresso, o fiz pelo texto do Albert Camus que é muito inteligente, é uma peça muito bem escrita e que valeria a pena ver a peça por causa do texto, pois, com todo perdão a pessoa Thiago Lacerda, como ator, ele nunca me surpreendeu nos poucos trabalhos que vi dele.

Bem, cheguei agora do Teatro e devo confessar que só não deixei a sala Villa Lobos antes da peça terminar porque a interpretação do Thiago Lacerda foi boa, enquanto que a adaptação do texto para o português deixou muito a desejar, muito mesmo. Em determinados momentos, a peça ficou por demais caricata, pecando aí nos exageros. O texto também estava muito linear sem ter momentos marcantes e a cena da dança da bundinha completamente desnecessária, até mesmo para a insanidade de Calígula.

Mas a interpretação de Thiago foi boa, não algo excelente, mas muito boa. Para mim, ele soube equilibrar a feminilidade e masculidade do personagem, a insanidade, a razão e a inteligência exigida de forma a me fazer continuar na sala do teatro e não seguir meu caminho de volta para casa antes da peça terminar.

________

O que escreveu Camus sobre Calígula

“Calígula foi escrita em 1938, depois que fiz uma leitura da obra Doze Césares, de Suetônio. Eu destinei esta peça a um pequeno teatro que criei em Argel e a minha intenção, desde o início, com toda simplicidade, era a de atuar eu mesmo no papel de Calígula. Os atores iniciantes têm dessas ingenuidades. E eu já tinha 25 anos, idade em que se duvida de tudo, menos de si próprio. A guerra me forçou à modéstia e Calígula estreou em 1946, no Théâtre Hébertot, em Paris. Calígula é, portanto, uma peça de ator e de diretor, mais do que de autor. Porém, que fique bem entendido: ela se inspira nas inquietações que eu tinha naquela época. A crítica francesa, que recebeu muito bem o espetáculo, freqüentemente escreve, para meu espanto, que se trata de uma peça filosófica. Mas será verdade?

Calígula, príncipe até então relativamente amável, acaba por perceber, com a morte de Drusilla, sua irmã e amante, que o mundo, tal como está, não lhe é satisfatório. A partir daí, obcecado pelo impossível, envenado de maldade e horror, ele tenta exercer, por meio do assassinato e da perversão sistemática de todos os valores, uma liberdade tamanha que não demorará para descobrir que não é uma liberdade boa. Ele recusa a amizade e o amor, a simples solidariedade humana, o bem e o mal. Ele enreda com palavras todos os que estão à sua volta, ele os força a encontrar uma lógica, ele nivela tudo ao seu redor pela força de suas recusas e por uma raiva destruidora. É onde reside sua paixão de viver.

Mas se sua verdade era se revoltar contra o destino, seu erro foi o de negar o humano. Não se pode a tudo destruir, sem destruir a si próprio. Calígula arrasa com o mundo ao seu redor e, fiel à sua lógica de vida, faz o que pode para voltarem-se contra ele todos os que terminarão por assassiná-lo. Calígula, a peça, é a história de um suicídio superior. É uma história sobre a forma mais humana e mais trágica de errar. Infiel ao homem, por fidelidade a si mesmo, Calígula consente em morrer, por haver compreendido que nenhuma criatura pode se salvar sozinha e, ainda, que não se pode ser livre à custa dos outros.

Trata-se, portanto, de uma tragédia da inteligência. É de onde se pode concluir, naturalmente, que o drama de Calígula foi totalmente de cunho intelectual. Pessoalmente, eu acho que conheço bem os defeitos desta obra. Mas procuro em vão a filosofia nesses quatro atos que escrevi. Ou, se ela existir ali, ela se encontra no nível da seguinte afirmação do herói: Os homens morrem e eles não são felizes. É uma ideologia bem modesta, pode-se notar, e eu até tenho a impressão de dividi-la com Monsieur de La Palice (1470-1525) e com a humanidade inteira. Não, minha ambição não era a filosofia, era outra. A paixão pelo impossível é, para o dramaturgo, um objeto de estudo tão valoroso quanto a sede de amar ou o adultério. Mostrar essa paixão em toda a sua fúria, justificando estragos e desencadeando confrontos – eis o que era o meu projeto. E é sobre esse aspecto que deve ser julgada a minha peça.

Uma última palavra. Alguns acham que minha peça é provocante e são os mesmos que, no entanto, consideram natural que Édipo mate o pai para se casar com a mãe ou os mesmos que aceitam fazer ‘ménage à trois’, desde que nos limites, é claro, de quatro sólidas paredes e em alta sociedade. Eu tenho pouca admiração por certo tipo de arte que só escolhe chocar por falta de saber convencer de outra forma. E se, por uma infelicidade, eu me pegasse realmente sendo escandaloso, seria apenas por causa desse gosto desmesurado que os artistas têm pela verdade – e um verdadeiro artista não consegue abrir mão da verdade, porque isso significaria renunciar à sua arte.”

–Albert Camus, no prefácio à edição americana do livro Théâtre (1958), antologia de suas peças pela editora Pléiade (tradução de Dib Carneiro Neto).

Fonte: Portal SESC SP

Red Kisses,

Chris ("Um senador não vira um trabalhador nem em 20 anos" - da peça Calígula)

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Primeiro Fim de Semana na ESPM: minhas considerações

Como acho que deva ter ficado claro nas postagens anteriores (risos), estou fazendo um curso de Marketing & Comunicação Digital, na ESPM e neste fim de semana, tive minhas duas primeiras aulas. É um curso intensivo de 3 fins de semana, com aulas das 19h às 22:30, às sextas e das 08:30 às 13:30, aos sábados.

Tinha muito tempo que não era estudante de sala física. Apenas de cursos a distância. E quando fiquei sabendo sobre este curso, fiquei interessado e resolvi me matricular. Confesso, que tinha receio de o professor ser chato e ser um curso com aula chata. Na sexta, foi a prova de fogo e, ao terminar a aula, senti-me aliviado. A aula tinha sido boa, minha presença no sábado estava garantida.

Estas duas primeiras aulas foram mais para o Gil, o professor, quebrar conceitos, abrir caminhos para novas perguntas, quem sabe, algumas respostas. Mas com certeza, muito aprendizado.

Entre as diversas passagens, números, informações, cases e etc, uma, entre tantas, que me chamou atenção foi o fato de que apenas 1% de quem está na internet é gerador de conteúdo e fico feliz de estar neste 1%, talvez não com uma quantidade não tão grande, mas pelo menos, acredito eu, com qualidade.

Descobri que existe mais de 70 redes sociais, está loucooooooooooooo!!!!!!!! É muita rede, muitas ferramentas para estarmos cada vez mais conectados com o mundo, não é com o vizinho, com a família, é com o mundooooooooooo!!!!!!

E para terminar esta postagem, como já mencionei em um post anterior, o Gil fez a seguinte pergunta: o que você fez de inovador nos últimos seis meses? Colocando os red neurons para pensar, acredito que poderia citar os álbuns de casamentos que tenho criado para a Monjardim Noleto.

Conheci a Lorena e o Rafael ano passado. Eles me contrataram para desenvolver a nova identidade visual da empresa e no final do ano passado, quanto terminei o projeto de identidade visual e site, a Lorena e o Rafael me convidaram para uma parceria entre nossas empresas e eu ficaria responsável pela criação dos álbuns de casamento e aí o que fazer. Eu sou designer, não queria apenas juntar fotos uma ao lado da outra, queria juntar a fotografia maravilhosa do casal com um toque de design, algo que ainda não tinha sido feito nesta área de diagramação de álbuns de casamentos.



Algo que valorizasse ainda mais as fotos e que o design fosse aquele elemento que estivesse presente, trazendo algo inovador para os álbuns. E aí, criei o primeiro álbum com esta nova concepção e a recepção foi super positiva e mais outro e mais outro e hoje, a forma como são criados os álbuns de casamento da Monjardim Noleto Fotografia são inovadores e posso ter este exemplo como algo inovador que fiz nos últimos 6 meses.

Talvez, pudesse citar também o logo que fiz para mim na pós em Artes Visuais, que utilizei folha de cortiça e nanquim nas cores pretas e vermelhas para criar a textura utilizada nas letras. Pode ser que alguém já tenha feito algo semelhante por aí, mas na minha obra, foi a primeira vez que fiz algo assim.

Quero finalizar esta postagem com o video abaixo de um rapaz interpretando a música Get Together da Madonna. Ficou Maravilhoso!


Red Kisses,

Chris ("Can we get together, I really want to be with you")

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

This Is It!


Hoje, fui ao cinema com o André ver o filme/documentário This Is It! E foi muito bom ter ido. Não apenas pela oportunidade de ver MJ no palco. Sem dúvida nenhuma, este é o motivo principal, MJ marcou toda uma geração e independente de seus últimos anos terem sido marcados mais por sua vida pessoal do que pelo brilhantismo de sua carreira (o ser humano é assim mesmo, uma espécia de piolho que gruda e chupa o sangue) e independente de seus últimos discos não terem feito tanto sucesso. MJ sempre será um artista que marcou para a sempre o mundo musical. É impossível falar de música e não falar da influêncial de MJ.



Mas como eu estava dizendo, ver o filme não foi apenas uma oportunidade de ver MJ interpretanto/ensaiando seus grandes sucessos, mas a oportunidade de ver a produção de um grande show como o dele. É de uma magnitude brilhante, a direção de arte dos vídeos dos telões são incríveis. Misturar cenas do filme Gilda com MJ para a música Smooth Criminal, para mim, foi o melhor. Gilda é um dos meus filmes favoritos.

Um outro momento incrível e forte para mim foi quando o trator aparece. É forte e um tapa na cara.

Foi muito bom ver This Is It! Pela super produção do filme, pelas músicas e, principalmente, por ver MJ no palco. Um sonho que para muitos que já estavam com seus ingressos comprados, infelizmente, não se tornou realidade.

Abaixo, uma arte que fiz em homenagem ao MJ quando da sua morte, que saiu na revista Madonna by Minsane 2009.


Red Kisses,

Chris ("This Is It")

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Os Cubos do Pandemonium

Ontem, tive o imenso prazer de ir ao show do Pet Shop Boys, aqui, em Brasília: Pandemonium on Tour. O show foi incrível, Chris e Neil super simpáticos, dançarinos/backing vocals incríveis. O set de música escolhido a dedo com grandes sucessos da carreira e músicas do novo álbum, Yes. Um show realmente incrível. E mais incrível ainda pelo palco. Tentei descobrir, buscando pela net, quem foi o responsável pela criação do palco. Infelizmente, não achei a informação. De qualquer forma, quero deixar aqui o meu registro sobre como simples ideias fazem toda a diferença quando bem executadas.


Cubos. Era assim que o palco era formado. Por cubos. Cubos que a toda hora se movimentavam, que caíam, que serviam de tela de projeção, de porta guardachuva, de escada, de brinquedos para os dançarinos. Os cubos eram todos brancos, para constrastar com as cores das roupas dos bailarinos, com as cores dos videos, que também são um show a parte em criação de vídeos.



Nada de grandes efeitos especiais, de grandes telas de projeção. Apenas cubos e ideias. Um casamento perfeito para fazer deste show um grande momento. Em determinado momento, os cubos são literalmente derrubados, um verdadeiro 'pandemonium'. Incrível como dá uma sensação de liberdade, poder brincar com o palco, mexer com ele a vontade, brincar com ele. Fazer com que ele faça parte do show, de cada música.

Parabéns a incrível mente que idealizou este palco maravilhoso!



E para finalizar, um trechinho que gravei da minha música favorita: Being Boring.


Red Kisses,

Chris ("cause we were never being boring
We had too much time to find for ourselves
And we were never being boring
We dressed up and fought, then thought: make amends
And we were never holding back or worried that
Time would come to an end
We were always hoping that, looking back
You could always rely on a friend
")