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quarta-feira, 23 de outubro de 2013

//Escritos: Em Mundos Opostos, Encontramo-nos!


Você está certo. Não tem porque complicarmos algo que está bom assim. Eu gosto de você; você de mim. Gostamos da companhia um do outro e é tudo que importa. Ir por aquele outro caminho é perigoso e acabaremos nos machucando e perderemo-nos. Assim está bom. Por agora, é tudo que precisamos.
Pensando melhor, você tem razão. Estamos em tempos distantes. Em fases diferentes, com desejos e aspirações destoantes. Os nossos mundos só se encontram perfeitamente na cama. Nela, somos eu, você e o desejo. Nós e nossos corpos. Fora dela, somos passos que seguem por vias opostas e misturá-las é aspirar pelo caos. 
E não estamos prontos para a loucura caótica dos sentimentos. Para que quebrar o encanto do desejo com as insanidades do coração? A equação está correta. Dois corpos, dois desejos, não cabem dois corações. Vamos deixá-los fora desta matemática perfeita.

Mas lembra quando me perguntou o que eu havia visto em você? Eu vi este homem porra louca, mas doce e sincero. Eu vi um homem de olhar perdido, buscando mudar, reinventar-se, travando uma batalha constante em seu íntimo, com sua alma. Eu vi um homem tentando redenção dos seus pecados. Vi força e beleza. Um coração tão puro, mas reservado, escondido atrás de uma máscara de Baco, perdido em seus bacanais para esconder as próprias dores e angústias.

Eu vi um homem com uma energia interior tão grande, capaz de mudar o mundo ao seu redor, se assim desejar. Mas eu não apenas vi, eu senti. E sentir é perigoso, é imergir em águas ainda não navegadas. O preço pode ser alto e não estamos dispostos a pagá-lo.
 
Você está correto. Para que inventar lágrimas e dores se temos o olhar? Para que complicar, se a simplicidade do seu abraço é perfeita para os meus braços? Vamos aceitar que estes momentos são o que melhor podemos oferecer um ao outro. Assim está bom. Agora, deita aqui e me beija.

Red Kisses,

Chris, The Red


domingo, 20 de outubro de 2013

//Voices of my Mind: Impressive Instant


Não esperava muita coisa daquela noite. Seria uma festa normal, cheia de fãs, mas não esperava nada. Apenas dançar, conhecer pessoas e rever alguns amigos. Então, nossos olhares se cruzaram e só se perderam no final da noite, quando você foi embora. Você estava com seu namorado e eu não estava nem aí. Eu te queria. Queria beijar sua boca, sentir seu corpo junto ao meu, dançar com você. Eu queria você e você me queria. Eu via em seus olhos que não perdiam os meus.
Você me desejava. Queria sentir sua língua em minha boca. Sua mão ao redor do meu corpo, me acariciando. Naquele momento, poderia arrancar sua roupa na pista de dança. Sentir seu corpo nu. Ninguém mais existia naquele lugar. Só eu e você.
E eu te amaria, cada detalhe do seu corpo. Ao som da música, eu te amaria. E eu sei que você não me negaria nada que te pedisse. Eu via em seus olhos.
Profundamente, eu senti que em algum lugar, a gente se amou. Naquela noite, em algum momento, a gente se amou.

I did not expect much more from that night. It would be a normal party, full of fans, but expecting nothing. Just dance, meet people and review some friends. Then our eyes met, and only lost at the end of the night when you went away. You were with your boyfriend and I did not care. I wanted you so deeply. I wanted to kiss your mouth, feel your body next to mine, dance with you. I wanted you and you wanted me back. I saw in your eyes that did not lose mine.
You desired me. I wanted to feel your tongue in my mouth. Your hand around my body, caressing me. At that moment, I could rip your clothes on the dance floor. Feeling your naked body. No one else existed there. Just you and me.
And I’d love you, each part of your body. At the sound of music, I’d loved you. And I know you wouldn’t deny anything that I asked to you. I saw in your eyes.
Deeply, I felt that somewhere, we made love. In that night, at some point, we did.

Conto Extraído do meu livro Voices of my Mind (www.voicesofmymind.com.br)

Red Kisses,
Chris, The Red

sábado, 19 de outubro de 2013

//Escritos: Entre lágrimas, preconceitos e perdão


O que faz uma pessoa feliz? O que traz felicidade? Dizem que perdoar é um caminho para encontrar a tão sonhada felicidade. Mas como perdoar? Como esquecer a dor causada, as lágrimas derramadas, o preconceito sofrido na pele? Como deixar para traz o que a intolerância e a covardia infligiram? Como deixar a tristeza e o rancor para trás? Como esquecer e perdoar?

Você era minha amiga. Em minha mente seria para sempre, uma daquelas amizades que o tempo não apaga, mas fortalece. Uma vez mais, estava errado. O preconceito venceu. Em um mundo onde a intolerância e a covardia vencem todos os dias, uma vitória a mais foi alcançada. Uma amizade perdida e tudo por conta de quem eu escolhi para amar. E não importa o que eu faça para tentar mudar tudo isso, eu fui vencido. O meu amor e a minha amizade foram excluídos. Mais uma batalha perdida. Não posso desistir, mas de onde tirar forças para continuar, para não ser mais infeliz? Onde encontrar o tal caminho que leva a felicidade?

Você não é uma pessoa má, mas por que deixou que o preconceito vencesse, destruir nossa amizade? Não havia escolha a ser feita. Cansei de lutar por você e por nossa amizade, então, fui embora. Não tinha mais forças para lutar. Cansei de sofrer, de ser rejeitado por você. Fui embora. Fugi. Não encontrei paz, mas lágrimas, tristezas e infelicidade. E tudo que eu quero é ser feliz, mas para isso, preciso esquecer a dor e te perdoar. Mas como esquecer? Como ser mais forte que a dor e o preconceito. Elas estão comigo todos os dias.

Tudo foi tão estúpido e banal, mas suficiente para apagar toda uma história. Como manter a esperança em um mundo melhor quando amizades são destruídas pelo simples fato de quem se escolhe para amar?

Mas eu quero esquecer tudo isso e seguir meu caminho, ser feliz e deixar a dor para trás, esquecer e te perdoar. Não quero mais chorar. Eu não errei quando escolhi quem eu iria amar. Mas no seu mundo, quem eu amo tem um peso muito forte e não pode ser diferente daquilo que seu mundo diz como o “certo”. Então, você me excluiu. Eu não me encaixei na perfeição do seu mundo.

Lutei. Tentei mudar a situação, mas fracassei, fui derrotado. Mas para seguir adiante, acho que tenho que te perdoar. Para ser feliz, tenho que deixar a dor, o orgulho ferido, te perdoar e esquecer.

Não quero sua covardia e seu mundo de intolerância em minha vida. Entre lágrimas, esqueço o preconceito e te perdôo. Seja feliz.
Escrito por Chris, The Red

Red Kisses,

Chris, The Red